Quanto mal pode fazer um só vocábulo aparentemente insignificante e oito miseráveis letras? Sim, 3 miseráveis consoantes, 5 miseráveis vogais e 1 estúpido dum acento chinês?!
VOU RISCAR-TE AGORA!
QUERO RISCAR-TE!
SIM, RISCAR-TE-EI!
Não quero que estas linhas sejam lidas por ninguém. Não quero que alguém perceba que te adorei dias sem fim, que fui uma estúpida ingénua, uma idiota demorada e uma parvalhona imbecil por acreditar em ti… e no teu amor-sem-fim por mim.
QUERO RISCAR-TE!
SIM, RISCAR-TE-EI!
Não quero que estas linhas sejam lidas por ninguém. Não quero que alguém perceba que te adorei dias sem fim, que fui uma estúpida ingénua, uma idiota demorada e uma parvalhona imbecil por acreditar em ti… e no teu amor-sem-fim por mim.
Odeio-te, A-Z. Abomino-te α-Ω.
Magoaste-me tanto.
Pisaste-me a Alma.
Amarrotaste-me o Coração.
Esmagaste-me o Ser.
Magoaste-me tanto.
Pisaste-me a Alma.
Amarrotaste-me o Coração.
Esmagaste-me o Ser.
Quero rasgar todas as páginas da minha vida contigo.
Quero riscar todos os dias, todas as tardes, todas as noites, todas as auroras e madrugadas que passámos juntos.
Quero amachucar os recados e os post-it ridículos que me deixaste.
Quero apagar as viagens que fizémos juntos até ao ifinito, todos os objectivos que tracei contigo, a tua voz cálida e picante, todos os projectos que tínhamos delineado, os teus beijos salivados, a tua imagem inocente e pueril, os teus olhares doces, o calor do teu abraço, o teu alento, o teu desejo, as tuas vontades súbitas de entrega total, o desejo ardente do teu corpo, as tuas carícias intermináveis, o teu Amor…
Deixaria tudo por ti. Burra!
Faria tudo outra vez. Tola!
Amar-te-ia até ao fim. Ingénua!
Mas agora quero ir. Mas agora não quero que voltes.
Por que te ausentaste?
Por que me declaraste intenções vãs?
Por que me aleijaste* a alma?
Porque é que teve que ser assim?
E… porque é que é tão difícil RISCAR-TE da minha vida?
Faria tudo outra vez. Tola!
Amar-te-ia até ao fim. Ingénua!
Mas agora quero ir. Mas agora não quero que voltes.
Por que te ausentaste?
Por que me declaraste intenções vãs?
Por que me aleijaste* a alma?
Porque é que teve que ser assim?
E… porque é que é tão difícil RISCAR-TE da minha vida?
Seria bom se fosse tudo tão fácil como riscar estas linhas. Se não estivesse a teclá-las, não seriam linhas mas borrões provocados pelas gotas que me escorrem pela face. Que ironia, esta. Se a vida fosse escrita a lápis, tudo se resumiria a apagá-la com uma borracha. Mas a vida agora é teclada, é escrita num blog… e os posts não se apagam.
Como não posso apagar, risco.
Risco, mas não te risco a ti.
Que nervos! Que raiva! Odeio-te!
Risco, mas não te risco a ti.
Que nervos! Que raiva! Odeio-te!
E, apesar de tentar riscar-te da minha existência, continuas aqui, por detrás de riscos continuados, que são apenas remendos patchwork da minha memória.
Claro que a vida não acaba aqui. Ela continua. E eu também; mais forte.
Não mereces nem a minha dor, nem a minha preocupação, nem o seu sofrimento.
Odeio-te. Amo-te. Odeio-te. Adoro-te. Quero-te. Desejo-te.
Não. Odeio-te.
Não. Odeio-te.
*aleijaste-me?
BLAUHAI*Ups!
Não.
Corrijo; BLAUHAI*


